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Relato sobre minha experiência com a educação especial

Page history last edited by josilene 2 years, 10 months ago

 

 

 

 

Relato sobre a minha experiência com a educação especial

 

 

 

 

               Em toda minha pratica pedagógica, nunca tive nenhum contato com crianças especiais. Acredito que, por ser um município pequeno e do interior, estas crianças ainda são vistas, muitas vezes pelos próprios pais, como diferentes, doentes e incapazes de adquirir qualquer aprendizagem. Por isso a grande resistência deles em colocar seus filhos em uma escola de ensino regular.

            Para poder falar um pouco sobre estas crianças, eu freqüentei um dia a escola onde minha tia trabalha como professora, em Xangri-lá, ela trabalha em uma sala de recurso, onde atende crianças em horário oposto ao das aulas regulares. 

            Este trabalho educacional especializado se dirige á oficinas, brincadeiras e jogos com fins pedagógicos, auxiliando-os no seu desenvolvimento cognitivo, motricidade e socialização.

            Em uma pesquisa perguntei para ela sobre, como ela se sente ao trabalhar com eles, de que lado há mais resistência, como eles agem em sala de aula e quanto a aceitação deles pela turma,...

            Acompanhando o andamento da aula, percebi que entre os alunos não há nenhum tipo de resistência, eles agem de forma bem natural e sem nenhum tipo de constrangimento, seus colegas se interessam em ajudar e aprender coisas novas, como por exemplo: a lingua dos sinais, libras, que já virou até brincadeira entre eles, onde os colegas tentam descobrir o que o outro colega esta dizendo, em libras.

            Quanto à resistência dos pais, ainda existe bastante, os pais querem que seus filhos sejam matriculados em uma classe especial e alegam que o filho não irá conseguir acompanhar um ensino regular, portanto não seria necessária a freqüência deles nas aulas.

            Com estes pais, é feito todo um trabalho com o apoio de psicólogos e pedagogos, que conversam com estes pais, para fazer com que eles percebam a importância de seus filhos freqüentarem a escola de ensino regular, para que aprendam a conviver com esta diversidade.

            A escola esta buscando esta inclusão, contando também com o apoio de fonoaudiólogos, psicólogos, etc.

            Sobre as dificuldades encontradas em sala de aula, a professora citou: “é difícil atender á todos, pois muitos deles precisam de um acompanhamento individual e para um professor é complicado seguir e respeitar o tempo e as limitações de cada um”.

            Esta professora, recém formada, com quem conversei nunca havia trabalhado com este tipo de diversidade em sala de aula, mas a partir da oportunidade que teve, esta sempre em busca de cursos de especialização e aperfeiçoamento. Faz cursos de libras e freqüenta fóruns e cursos para trabalhar com crianças com necessidades educacionais especiais. Ela se assume preparada para este trabalho, mas ainda são muito raros termos professores em condições de trabalhar com esta diversidade em sala de aula.

            Para termos o ensino de qualidade que queremos e que garante a LDB, todos nós, professores e envolvidos no processo educacional, temos que ir em busca de especialização para estarmos preparados para trabalhar com esta inclusão.

            Cabe a todos nós darmos continuidade a este trabalho que se inicio há séculos atrás e que hoje é um dos assuntos mais discutidos na área da educação.

Temos que fazer valer os direitos dos portadores de necessidades educacionais especiais, estipulados pela Lei de Diretrizes e Bases_LDB.

 

Comments (2)

Graciela Rodrigues said

at 9:22 pm on Apr 10, 2009

Bom início do dossiê!

Graciela Rodrigues said

at 3:44 pm on Apr 11, 2009

Est[a muito intersssante o teu interesse em ter ido em busca de experiências nesta área, haja vista que você não trbalha diretamente com estes alunos. Agora na segunda parte do dossiê você devrá nos trazer dados mais detalhados do município conforme orientações que estão para a Unidade 2. Alguns pontos quero chamar sua atenção: Libras é a Língua Brasileira de Sinais e não linguagem certo? Na última parte do teu texto colocas a LDB como se fosse de 1988, a Constituição Federal é deste ano a LDB é de 1996. Vamos revisar estes pontos? Bom trabalho!

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